Funhouse completa 10 anos com decoração sofisticada e atenta ao novo público
A Funhouse, precursora entre as casas da região central de São Paulo e do que posteriormente veio a ser conhecido como “Baixo Augusta”, completa 10 anos de existência e se consolida como referência no cenário musical na cidade. O aniversário acompanha uma reformulação no visual, agora mais divertido e charmoso, inspirado nos parques de diversões da região de Coney Island, em Nova York. “Nesses anos todos o público alternativo foi mudando e, consequentemente, nós também: as festas, as músicas, os DJs, tudo se adaptou às novas tendências”, afirma Eduardo Azevedo, sócio-proprietário da casa.
Na época em que a Funhouse abriu suas portas, o então novo rock, conduzido pela banda The Strokes, era símbolo de modernidade. A região da Rua Augusta não era conhecida pelas casas noturnas, mas sim por garotas de programa e botecos decadentes. “Assim que escolhemos o lugar nossos amigos nos perguntaram ‘mas por que aqui?’”, afirma Eduardo. A casa conquistou notoriedade e recebeu nomes como Michael Stipe (REM), o músico Moby, os integrantes das bandas Franz Ferdinand e The Libertines, e outros ícones da música.
O rock novaiorquino saiu de moda, a região da Rua Augusta se transformou e a Funhouse também. O tempo passou e muitas mudanças aconteceram. Na medida em que novos promoters e DJs surgiam, a casa absorvia novas referências. A Funhouse sempre foi conhecida por amparar novos projetos e em 10 anos de existência, muitos deles tiveram o apoio dos sócios.
A primeira grande mudança estrutural na Funhouse aconteceu em 2011 quando, após quase nove anos de atuação e com um currículo de mais de mil bandas, o palco da casa foi removido para ampliar a pista. “Hoje o centro das atenções é o DJ, não a guitarra. Nós soubemos entender isso e acho que essa é uma das razões para a casa continuar viva até hoje”, diz George Rocha, sócio da casa.
Em julho de 2012 a Funhouse apresentou ao público sua nova decoração após uma reforma de três meses, com objetivo de criar uma nova estética para o movimento de mudança musical que a casa já experimenta há certo tempo. “Precisávamos engavetar os quadros do Lou Reed e esse era o momento”, afirma George.
A cara de Coney Island
No lugar dos quadros com fotos de bandas punks e de roqueiros cabeludos, a Funhouse cedeu suas paredes a outras referências: palhaços, anões, domadores de leões e outros elementos que lembram um parque ou circo. A inspiração veio de uma das possíveis leituras do nome Funhouse: “casa de diversões”. As funhouses e os parques de diversões ficaram famosos nos Estados Unidos entre o final do século XIX e a segunda guerra mundial, quando multidões dirigiam-se a Coney Island, em Nova York, para assistir ao “maior espetáculo da Terra”. Canhões humanos, mulheres de barba, engolidores de espadas, labirintos de espelhos. Tudo era válido para impressionar ao público e a única regra era surpreendê-los o máximo possível. “Esse conceito nos interessa, pois tem a ver com a Funhouse e sua história. Ou seja, a busca por renovação”, afirma Eduardo.
Funhouse
Rua Bela Cintra, 567 – Consolação
Tel: (11) 3854-6522 (horário comercial) / 3259-3793 (após as 21h)
Funcionamento: quinta-feira, sexta-feira e sábado, a partir de 23h
Formas de pagamento: todos os cartões de débito; cartões de crédito Amex, Dinners, Master e Visa; e dinheiro
Capacidade: 200 pessoas
www.funhouse.com.br // info@funhouse.com.br
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